terça-feira, 18 de agosto de 2009

A Louca do divã!


Primeiro eu ouço hoje "Você sabia que Deus não aceita homossexuais no céu né?" Depois ainda me deparo com as insanidades ditas por uma 'psicóloga' (quem deu o diploma a essa mulher?). Eu poderia fazer um texto de quinhentas e sessenta e sete linhas contrapondo tudo que ela disse ou apenas chamando-a de maluca linha por linha, mas não. Leiam e tirem suas próprias conclusões!



"Homossexuais podem mudar"

A psicóloga repreendida pelo conselho federal por anunciar que muda
a orientação sexual de gays diz que ela é quem está sendo discriminada
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Aceitar as diferenças e entender as variações da sexualidade são traços comuns das sociedades contemporâneas civilizadas. A psicóloga Rozângela Alves Justino, 50, faz exatamente o contrário. Formada em 1981 pelo Centro Universitário Celso Lisboa, do Rio de Janeiro, com especialização em psicologia clínica e escolar, ela considera a homossexualidade um transtorno para o qual oferece terapia de cura. Na semana passada, foi censurada publicamente pelo Conselho Federal de Psicologia (formado, segundo ela, por muitos homossexuais "deliberando em causa própria") e impedida de aceitar pacientes em busca do "tratamento" . Solteira, dedicada à profissão e fiel da Igreja Batista, Rozângela diz que ouviu um chamado divino num disco de Chico Buarque e compara a militância homossexual ao nazismo. Só se deixa fotografar disfarçada, por se sentir ameaçada, e faz uma defesa veemente de suas opiniões.

A senhora acha que os homossexuais sofrem de algum distúrbio psicológico?

O Conselho Federal de Psicologia não quer que eu fale sobre isso. Estou amordaçada, não posso me pronunciar. O que posso dizer é que eu acho o mesmo que a Organização Mundial de Saúde. Ela fala que existe a orientação sexual egodistônica, que é aquela em que a preferência sexual da pessoa não está em sintonia com o eu dela. Essa pessoa queria que fosse diferente, e a OMS diz que ela pode procurar tratamento para alterar sua preferência. A OMS diz que a homossexualidade pode ser um transtorno, e eu acredito nisso.

"Conheço pessoas que
deixaram as práticas
homossexuais. E isso lhes
trouxe conforto. Perderam
a atração homossexual,
que foi se minimizando. Deixaram de sentir o
desejo por intermédio
da psicoterapia e
por outros meios"

O que é não estar em sintonia com o seu eu, no caso dos homossexuais?

É não estar satisfeito, sentir-se sofrido com o estado homossexual. Normalmente, as pessoas que me procuram para alterar a orientação sexual homossexual são aquelas que estão insatisfeitas. Muitas, depois de uma relação homossexual, sentem-se mal consigo mesmas. Elas podem até sentir alguma forma de prazer no ato sexual, mas depois ficam incomodadas. Aí vão procurar tratamento. Além disso, transtornos sexuais nunca vêm de forma isolada. Muitas pessoas que têm sofrimento sexual também têm um transtorno obsessivo-compulsiv o ou um transtorno de preferência sexual, como o sadomasoquismo, em que sentem prazer com uma dor que o outro provoca nelas e que elas provocam no outro. A própria pedofilia, o exibicionismo, o voyeurismo podem vir atrelados ao homossexualismo. E têm tratamento. Quando utilizamos as técnicas para minimizar esses problemas, a questão homossexual fica mínima, acaba regredindo.

Há estudos que mostram que ser gay não é escolha, é uma questão constitutiva da sexualidade. A senhora acha mesmo possível mudar essa condição?

Cada um faz a mudança que deseja na sua vida. Não sou eu a responsável pela mudança. Conheço pessoas que deixaram as práticas homossexuais. E isso lhes trouxe conforto. Conheço gente que também perdeu a atração homossexual. Essa atração foi se minimizando ao longo dos anos. Essas pessoas deixaram de sentir o desejo por intermédio da psicoterapia e por outros meios também. A motivação é o principal fator para mudar o que quiser na vida.

A senhora é heterossexual?

Sou.

Pela sua lógica, seria razoável dizer que, se a senhora quisesse virar homossexual, poderia fazê-lo.

Eu não tenho essa vivência. O que eu observei ao longo destes vinte anos de trabalho foram pessoas que estavam motivadas a deixar a homossexualidade e deixaram. Eu conheço gente que mudou a orientação sem nem precisar de psicólogo. Elas procuraram grupos de ajuda e amigos e conseguiram deixar o comportamento indesejado. Mas, sem dúvida, quem conta com um profissional da área de psicologia tem um conforto maior. Eu sempre digo que é um mimo você ter um psicólogo para ajudá-lo a fazer essa revisão de vida. As pessoas se sentem muito aliviadas.

Esse alívio não seria maior se a senhora as ajudasse a aceitar sua condição sexual?

Esse discurso está por aí, mas não faz parte do grupo de pessoas que eu atendo. Normalmente, elas vêm com um pedido de mudança de vida.

Se um homem entrar no seu consultório e disser que sabe que é gay, sente desejo por outros homens, só precisa de ajuda para assumir perante a família e os amigos, a senhora vai ajudá-lo?

Ele não vai me procurar. Eu escolho os pacientes que vou atender de acordo com minhas possibilidades. Então, um caso como esse, eu encaminharia a outros colegas.

Não é cruel achar que os gays têm alguma coisa errada?

O que eu acho cruel é ser uma profissional que quer ajudar e ser amordaçada, não poder acolher as pessoas que vêm com uma queixa e com um desejo de mudança. Isso é crueldade. Eu estou me sentindo discriminada. Há diversos abaixo-assinados de muitas pessoas que acham que eu preciso continuar a atender quem voluntariamente deseja deixar a atração pelo mesmo sexo.

Por que a senhora acha que o Conselho Federal de Psicologia está errado e a senhora está certa?

Há no conselho muitos homossexuais, e eles estão deliberando em causa própria. O conselho não é do agrado de todos os profissionais. Amanhã ele muda. Eu mesma posso me candidatar e ser presidente do Conselho de Psicologia. Além disso, esse conselho fez aliança com um movimento politicamente organizado que busca a heterodestruição e a desconstrução social através do movimento feminista e do movimento pró-homossexualista, formados por pessoas que trabalham contra as normas e os valores sociais.

Gays existem desde que o mundo é mundo. Aparecem em todas as civilizações. Isso não indica que é um comportamento inerente a uma parcela da humanidade e não deve ser objeto de preconceito?

Olha, eu também estou sendo discriminada. Estou sofrendo preconceito. Será que não precisaria haver mais aceitação da minha pessoa? Há discriminação contra todos. Em 2002, fiz uma pesquisa para verificar as violências que as pessoas costumam sofrer, e o segundo maior número de respostas foi para discriminação e preconceito. As pessoas são discriminadas porque têm cabelo pixaim, porque são negras, porque são gordas. Você nunca foi discriminada?

Não como os gays são.

Não? Nunca ninguém a chamou de nariguda? De dentuça? De magrela? O que quero dizer é que as pessoas que estão homossexuais sofrem discriminação como todas as outras. Eu tenho trabalhado pelos que estão homossexuais. Estar homossexual é um estado. As pessoas são mulheres, são homens, e algumas estão homossexuais.

Isso não é discriminação contra os que são homossexuais e gostam de ser assim?

Isso é o que você está dizendo, não é o que a ciência diz. Não há tratados científicos que digam que eles existem. Eu não rotulo as pessoas, não chamo ninguém de neurótico, de esquizofrênico. Digo que estão esquizofrênicos, que estão depressivos. A homossexualidade é algo que pode passar. Há um livro do autor Claudemiro Soares que mostra que muitas pessoas famosas acreditam que é possível mudar a sexualidade. Entre eles Marta Suplicy, Luiz Mott e até Michel Foucault, todos historicamente ligados à militância gay.

Quantas pessoas a senhora já ajudou a mudar de orientação sexual?

Nunca me preocupei com isso. Psicólogo não está preocupado com números. Eu vou fazer isso a partir de agora. Vou procurar a academia novamente. Vou fazer mestrado e doutorado. Até hoje, eu só me preocupei em acolher pessoas.

O que a senhora faria se tivesse um filho gay?

Eu não teria um filho homossexual. Eu teria um filho. Eu iria escutá-lo e tentaria entender o que aconteceu com ele. Os pais devem orientar os filhos segundo seus conceitos. É um direito dos pais. Olha, eu quero dizer que geralmente as pessoas que vivenciam a homossexualidade gostam muito de mim. E também quero dizer que não sou só eu que defendo essa tese. Apenas estou sendo protagonista neste momento da história.

A senhora se considera uma visionária?

Não. Eu sou uma pessoa comum, talvez a mais simplesinha. Não tenho nenhum desejo de ficar famosa. Nunca almejei ir para a mídia, ser artista, ser fotografada.

A senhora já declarou que a maior parte dos homossexuais é assim porque foi abusada na infância. Em que a senhora se baseou?

É fato que a maioria dos meus pacientes que vivenciam a homossexualidade foi abusada, sim. Enquanto nós conversamos aqui, milhares de crianças são abusadas sexualmente. Os estudos mostram que os abusos, especialmente entre os meninos, são muito comuns. Aquelas brincadeiras entre meninos também podem ser consideradas abusos. O que vemos é que o sadomasoquismo começa aí, porque o menino acaba se acostumando àquelas dores. O homossexualismo também.

A senhora é evangélica. Sua religião não entra em atrito com sua profissão?

Não. Sou evangélica desde 1983. Nos anos 70, aconteceu algo muito estranho na minha vida. Eu comprei um disco do Chico Buarque. De um lado estavam as músicas normais dele. Do outro, em vez de tocar Carolina, vinha um chamamento. Eram todas canções evangélicas. Falavam da criação de Deus e do chamamento da ovelha perdida. Fui tentar trocar o LP e, na loja, vi que todos os discos estavam certinhos, menos o meu. Fiquei pensando se Deus estava falando comigo.

O espírito cristão não requer que os discriminados sejam tratados com maior compreensão ainda?

Se eu não amasse as pessoas que estão homossexuais, jamais trabalharia com elas. Até mesmo os ativistas do movimento pró-homossexualismo reconhecem o meu amor por eles. Sempre os tratei muito bem. Sempre os cumprimentei. Na verdade, eles me admiram.

Por que a senhora se disfarça para ser fotografada?

Um dos motivos é que eu não quero entrar no meu prédio e ter o porteiro e os vizinhos achando que eu tenho algum problema ligado à sexualidade. Além disso, quero ser discreta para proteger a privacidade dos meus pacientes. Por fim, há ativistas que têm muita raiva de mim. Eu recebo vários xingamentos; eles me chamam de velha, feia, demente, idiota. Trabalho num clima de medo, clandestinamente, porque sou muito ameaçada. Aliás, estou fazendo esta entrevista e nem sei se você não está a serviço dos ativistas pró-homossexualimo. Eu estou correndo risco.

"O ativismo pró-homossexualismo está diretamente ligado ao nazismo. Todos os movimentos de desconstrução social estudam o nazismo, porque compartilham um ideal de domínio político e econômico mundial"

Que poder exatamente a senhora atribui a esses ativistas pró-homossexualismo?

O ativismo pró-homossexualismo está diretamente ligado ao nazismo. Escrevi um artigo em que mostro que os dois movimentos têm coisas em comum. Todos os movimentos de desconstrução social estudaram o nazismo profundamente, porque compartilham um ideal de domínio político e econômico mundial. As políticas públicas pró-homossexualismo querem, por exemplo, criar uma nova raça e eliminar pessoas. Por que hoje um ovo de tartaruga vale mais do que um embrião humano? Por que se fala tanto em leis para assassinar crianças dentro do ventre da mãe? Porque existe uma política de controle de população que tem por objetivo eliminar uma parte significativa da nação brasileira. Quanto mais práticas de liberação sexual, mais doenças sexualmente transmissíveis e mais gente morrendo. Essas políticas públicas todas acabam contribuindo para o extermínio da população. Essas pessoas que estão homossexuais estão ligadas a todo um poder nazista de controle mundial.

Não há certo exagero em comparar a militância homossexual ao nazismo?

Bom, se você acha que isso pode me prejudicar, então tire da entrevista. Mas é a realidade.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008


De artista e louco todo mundo tem um pouco
de louco o artista tem um todo
Arte
Arde
Na cara dos ditos normais, dos caretas banais
Que passam a vida no preto e branco
Os olhos já não são mais sensíveis ao vermelho do nariz do palhaço
Artistas não são de marte
Mas também não são daqui
São de onde a arte nasce
E não arde.

sábado, 4 de outubro de 2008

Nada pra ninguém!

A noite efervecendo
a música estourando os tímpanos
terceira dose de whisky
olhares, sorriso de canto
mãos, bocas, quando vi ja eram pernas
se as(sumiram).
De manhã a poesia continuava sendo do poeta
O samba não havia morrido
E o Rio de Janeiro continuava lindo
mas ela não era de ninguém
e a única coisa que efervecia era seu sonrisal.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Meu prazer.

Estava com saudades
Minhas mãos tremiam, tal como um viciado sem sua droga.
Organizando uma atrás da outra
Aliviada, gritando, indignada, amando, sofrendo.
As palavras me embebedam, anestesiam, me causam êxtase.
E aqui estou eu, um papel de pão e uma caneta toda mordida.
Nós três, um ménage num gozo sem fim.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

O amor pode dá certo.


O sol na cara, olhos fechando de tanto sono, cara amassada. 7 da manhã e eu na paralela seguindo para um dia de aula como outro qualquer. O rádio ligado, falava sobre signos, incrível como sempre falamos ‘besteira isso’ mas sempre paramos para escutar se hoje vai ser ou não um dia bom. ‘Aquário: Faça uma busca nos desejos mais escondidos de sua alma ou quem sabe esquecidos lá no passado e coloque-os em prática. ’. Essa era minha dica do dia. Carros e mais carros, pessoas, motos, e eu no meu olhar curioso, olhando tudo e viajando, indo buscar casos, histórias, pessoas... Aquele tipo de viagem que você lembra de algo engraçado e ri sozinha. Até que parou um carro na minha frente e vi algo de curioso nele, era um adesivo escrito ‘O amor pode dar certo’. Pensei se isso era nome de uma banda, propaganda de alguma coisa ou era simplesmente uma mensagem para quem estivesse ali, viajando em outro mundo lesse, e eu li.
De imediato pensei ‘Lógico que o amor dá certo!’ Aí fui buscar meu passado, como o locutor havia me dito e até aquele momento, quarta feira, 7 e alguma coisa da manhã, todos os meus amores haviam dado certo. Ta, possa ser que algumas relações sejam estremecidas, acabadas, desgastadas ou sei lá o que. Mas ele, o amor, está intacto.
Há 8 anos perdi uma das pessoas mais importantes da minha vida e há 8 anos esse amor ainda dá certo. É difícil explicar o quanto o amor dá certo, o quanto ele ainda vive mesmo que alguém morra, te xingue ou te dê um tapa na cara. Mesmo que aquele amor da sua vida com quem você sonhava casar seja hoje um simples conhecido, pois, no dia em que você abriu a boca e falou ‘eu te amo’ o amor estava dando certo. O amor pela profissão, pela família, amigos e até mesmo pelo seu time do coração, nunca vi nada disso fazer mal. Você briga com alguém, seu time perde, você não conseguiu aquele emprego... Mas e aí? Procure o amor! Ele deu errado? Diminuiu? Acabou? Ou só te fez acreditar que ele é maior que tudo isso?
Acho que a rádio esqueceu de me avisar ‘hoje você vai estar muito piegas, evite coisas sentimentais’ de certo eu nem olharia aquele adesivo. Mas agora já li, já resgatei passado, presente, futuro, o diabo a quatro! E percebi que o amor não dá errado, ele vence tudo.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

A velha Fonte Nova


Incrível se ter tanta saudade de um estádio de futebol, estádio esse que construiu parte de mim. Uma menininha lá com seus cinco ou seis anos que se preparava, geralmente aos domingos, e esperava ansiosa os homens da família se arrumarem, para irem todos torcer pelo time do coração. Naquela época era meio difícil entender esse amor a apenas um time, mas eu ia e tudo era festa.
- Pai, olha o moço da pipoca!
- Pai, olha o moço do sorvete!
- Pai, o que é ‘p* que pariu?’
- Finge que você não ouviu filha... Vaiiii Porra!
E eu lá, comendo e observando tudo, ouvindo as músicas da torcida, quem não lembra de “chora rubro negro chora, pega essa bandeira, enfia no c* e vai embora”?
Segundo tempo: já cansada e recostada, vem o grito em massa: GOOOOOOOOOOL!!!
Era simplesmente um momento de êxtase, mesmo com minha inocência de pra que campeonato servia aquele jogo ou de qual jogador fez o gol.
Tio, primo, irmão, pai, vendedor de cana, menino do sorvete, todos se abraçando como se conhecessem desde criança, e o sorriso perdurando no rosto.
Fim de jogo: voltar pra casa no pescoço do pai gritando “Bahiiiia, Bahiiiia....” e chegar em casa feliz contando pra mãe o quão bom foi aquele domingo familiar junto com o time do coração, num lugar tão peculiar chamado ‘Fonte Nova’.
Hoje com o passar do tempo fui compreendendo que aquele amor simplesmente não se explica apenas se sente, apenar nos faz chorar, rir e se arrepiar. Fui compreendendo que cada jogo no Estádio Otávio Mangabeira nos trazia sensações diferentes, e que nem tudo se resumia em pipoca e sorvete e que raiva e lágrimas faziam parte do ritual.
E hoje, além das memórias, só resta a saudade.
Meus domingos não foram mais os mesmos sem a nossa velha Fonte Nova.


sexta-feira, 18 de abril de 2008

ML2J


(Essa é apenas uma contribuição para o ML2J)


1 de julho de 2008, estava tudo pronto. Escadas, latas de spray, martelos e faixas.
Meio dia e os ânimos aflorados. Encontraram-se num restaurante qualquer pra ajeitar os últimos detalhes, comiam nervosos, pernas inquietas e falavam sem parar. Que horas? Onde? Em algum posto da paralela? Certo, meia noite no posto 3. Combinado.
Pontualmente, todos estavam lá se juntando em apenas um carro, uma caminhonete. Acertaram mais alguns detalhes e seguiram. Quase que exatamente as 1 hora da manhã todos chegam ao aeroporto.
Todos prontos? Vamos lá, o primeiro grupo fazia uma roda de capoeira (com muito barulho) dentro do saguão pra chamar as atenções. O segundo? Mão na massa!
Pegaram as escadas com as mãos trêmulas e colocaram a postos, subiram três enquanto duas vigiavam. Marteladas e marteladas destruíam letra por letra. A vontade era tanta que as vezes as próprias mãos arrancavam na unha. D, L, M... já eram quase que identificáveis. Depois de algumas pichações do tipo "nosso aeroporto é 2 de julho" :
- A faixa! Passa a faixa!
Lá estava! "Aeroporto Dois de Julho"
Tudo já estava guardado na caçamba, todos dentro do carro e a capoeira acabou, o carro arrancou e nunca mais viram aquelas pessoas. E no dia 2 de julho de 2008, a cidade acordou diferente.